Lajeado

Feira de Ciências reúne escolas de 22 municípios

8ª edição reuniu cerca de 100 trabalhos nos dois dias de evento

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Feira de Ciências reúne escolas de 22 municípios
Lajeado
Pensar O Vale

Algumas mudas de alface, rúcula e árvores frutíferas em uma horta familiar feita pelos alunos. O 5º ano da E.E. Ensino Fundamental Severino José Freire uniu sustentabilidade e companheirismo para criar o projeto que inscreveu na 8ª Feira de Ciências Univates que encerrou ontem.

Desde a manhã de terça-feira, 39 escolas de 22 municípios dos vales do Taquari, dos Sinos e Rio Pardo e da Região Metropolitana apresentaram trabalhos desenvolvidos durante o ano por turmas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico.

Segundo a coordenadora da feira, Jane Herber, foram 126 trabalhos inscritos, sendo 100 selecionados para participar da mostra.

Jane Herber

Ela conta que são cerca de 300 alunos e cem professores apresentando os projetos que caminham entre temas de tecnologia, comportamento, sustentabilidade, entre outras experiências e pesquisas de iniciativa dos estudantes.

Premiação

Assim como foi a escolha dos projetos participantes, uma comissão avaliadora de mestrandos e professores da graduação circulou pelos estandes dos projetos escolhidos. Analisando o material teórico e a apresentação, eles escolhem três trabalhos que vão compor o pódio divulgado em dezembro.

Entre as premiações, os dois primeiros colocados de cada categoria terão seus projetos inscritos na Mostratec de 2019. É uma feira de ciência e tecnologia realizada pela Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo.

Consciência nas escolas

Ao lado da horta trazida da escola, Camilly Richter, 10, Ezequiel Kraemer,12, Daiane Wenz, 11, explicaram a ideia do trabalho apresentado na feira. A turma do 5º ano da Severino José Freire percebeu que as famílias das crianças de várias turmas não tinham o costume de plantar verduras em casa. A escola então propôs reestruturar a horta que produz verduras para os lanches na cantina e para a casa dos alunos.

Conforme eles, os benefícios de cultivar em casa são pela falta de agrotóxicos e por fatores econômicos também. A turma costuma regar as mudinhas, adubar a terra e cuidar do crescimento das plantas, até estarem desenvolvidas e próprias para o consumo.

Educação Infantil do Colégio Madre Bárbara trabalhou os ciclos da lagarta

Educação Infantil do Colégio Madre Bárbara trabalhou os ciclos da lagarta

Tecnologia em alta

Movidas por um gerador de energia composto por uma bateria de moto, motor de impressora, por uma hélice, uma carcaça de um pequeno ventilados, uma câmera de ré de carro e uma tela, três alunas do 9º ano da escola Irmã Branca criaram uma câmera de segurança apresentada na feira.

Maria Eduarda Ferreira, 15, Vitória Ferreira, 15, e Muriel Weirich da Silva, 14, conseguiram criar o protótipo na terceira tentativa, testando baterias diferentes cuja energia fosse capaz de ligar a câmera, que é organizada por fios condutores no interior de uma caixa de papelão.

Na área da tecnologia e inovação, outro projeto apresentado foi o CNECdiuno, cujo nome se refere à placa microcontroladora que faz parte da ferramenta de introdução à robótica, criada por alunos do Colégio Cenecista João Batista de Mello.

Com 13 anos, Pedro Henrique Loeblein Schmitz, Samuel Steffler e Tiago Steffler, foram os criadores desse sistema feito de padrões de programação que são capazes de ligar LEDs, fazer leitura de sensores e abrir portas digitais. Eles contam que o trabalho serve como orientação para quem quer entender sobre robótica, seja professores ou alunos.

Os meninos já participaram da feira do ano passado e foram selecionados para a Mostra Tec deste.

Mostra Kids

Luiza Soares Trapp, 6, e Davi Corbellini, 6, representaram a turma do nível 5A da Educação Infantil do Colégio Madre Bárbara. Coordenados pela professora, eles e os colegas desenvolveram trabalhos sobre o ciclo de vida das lagartas, quando um dos meninos trouxe dez bichinhos para a aula. Desde o ovo, passando pela lagarta e pela pupa (casulo), eles acompanharam a metamorfose do inseto até virar uma borboleta.

Eles criaram um livro com desenhos de cada aluno sobre essas etapas e, quando as borboletas se formaram, elas foram soltas no seu habitat natural, que é a natureza. As crianças contam que isso foi muito importante para aprender coisas novas e entender que cada um tem seu tempo de formação, e que por isso eles não podiam mexer nos casulos da borboleta.

Esta é 1a Mostra de Trabalhos de Iniciação Científica da Educação Infantil. Essas atividades são a culminância de uma série de incentivos às ciências, promovidos pelo 12ª Congresso de Ciência e Tecnologia do Vale do Taquari (CCTEC), que também tem programação na sexta-feira pela manhã, com a Olinfeu, Olimpíada de Informática, e com outras atividades simultâneas no Complexo Esportivo da Univates a partir das 19h30min. O dia também é conhecido como Technology Day.


VI Technology Day (amanhã)

– VI Desafio de Desenvolvimento de Produto
– VI Competição de Pontes de Espaguete
– XI Campeonato de Robótica
– II Aparato de Proteção ao Ovo (APO)
– X Olimpíada de Informática da Univates (Olinfu)
– I Competição de Pontes Palito de Picolé
– I Desafio Kit Mola
– I Desafio de Taludes
– I Campeonato de eSports da Univates

Bibiana Faleiro: bibiana@jornalahora.inf.br

 

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