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“Tudo o que se produz ou cria aqui, sai de algum associado”

Nos últimos quatro anos o cooperativismo gaúcho registrou crescimento no faturamento de 54,63%, uma média de 11,60% ao ano. O presidente do Sistema Ocergs/Sescoop-RS Vergilio Perius analisa os avanços, desafios e prioridades para manter a solidez dos negócios

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“Tudo o que se produz ou cria aqui, sai de algum associado”

Este mês é celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo e os 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras. No Rio Grande do Sul, os 13 ramos do cooperativismo tiveram aumento de 12,13% no desempenho e alcançaram R$ 48,2 bilhões em faturamento.
Segundo o presidente Vergilio Perius, o ramo agropecuário representa a maior fatia desse resultado. Somou R$ 31,7 bilhões, avanço de 19,22% sobre 2018. Resultado esse compartilhado com os associados. O desempenho permitiu que as sobras, valor dividido ou reinvestido, alcançassem R$ 2,1 bilhões, quantia 18,49% maior.

O segmento num todo é consolidado e está otimista?

Vergilio Perius – Só para citar um dado extremamente importante: os ativos das cooperativas gaúchas são R$ 74 bilhões. Os negócios R$ 48 bilhões, ou seja, nos sobram R$ 22 bilhões como garantia adicional para que os bancos e o governo olhe o cooperativismo gaúcho com bons olhos e com segurança jurídica, econômica e ver que dá para investir em cooperativas. São 437 cooperativas de 13 ramos de atividades econômicas que geram 63,8 mil empregos diretos. Desses, 90,7% concentram-se nos ramos Agropecuário, Saúde e Crédito.

O agro é o carro chefe do cooperativismo gaúcho?

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Vergilio Perius – As cooperativas agropecuárias formam hoje o segmento economicamente mais forte. As 128 cooperativas congregam 350,2 mil produtores associados e empregam diretamente 36,6 mil trabalhadores. O ramo registrou faturamento de R$ 31,7 bilhões em 2018, um aumento de 19,22% em relação ao período anterior. Nas sobras apuradas, o crescimento foi de 45,6%, com um total de R$ 546,9 milhões. As cooperativas agropecuárias formam hoje o segmento economicamente mais forte do cooperativismo gaúcho. Atualmente, 62 cooperativas possuem planta agroindustrial, onde processam a matéria-prima e agregam valor em mais de 131 produtos diferentes.

Considerações finais

Vergilio Perius – Eu não posso nem imaginar a agricultura do Rio Grande do Sul sem as cooperativas. Tudo o que se produz ou cria aqui, em termos de agricultura e pecuária, sai de algum associado cooperativado. Essa é a nossa força. Vamos continuar resistindo aos desafios: com investimento forte e constante em inovação.
 

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