opinião

Jonas Ruckert

Jonas Ruckert

Diretor do Colégio Teutônia

Assuntos e temas do cotidiano

Nesse Natal meu pedido é…

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Pensar O Vale

Meu campo é o da educação. Já fiz referência a isto nesta coluna em outra ocasião. Por essa razão quero pedir ao bom velhinho, Papai Noel, ajuda e engajamento nesse Natal considerando que:
1- não há ambiente de negócios que se desenvolva com êxito em contextos de pouca formação. Em cenários de baixa escolarização o caos se instala;
2- não há cultura que possa ser potencializada e tradições de um povo que possam ser sustentadas em situações de ausência de conhecimentos;
3- não há, por conseguinte, desenvolvimento social onde não imperem os aspectos de formação escolar, acadêmica, cultural e, na minha opinião, espiritual.
Retomo uma informação outrora já compartilhada: o SEBRAE RS disponibiliza em seu site o perfil das cidades gaúchas com informações valiosas de todos os municípios deste “pago”. São ricos indicadores, também de ordem educacional, que junto com os resultados do PISA – Programa Internacional de Avaliação da Educação –  nos remetem para um nível de consciência absoluta dos nossos contextos. Destaco em especial a evasão e os níveis de reprovação dos jovens no Ensino Médio. Onde estão ficando nossos adolescentes que ao terminarem o Ensino Fundamental de 09 anos não adentram no Ensino Médio? Um significativo percentual dos que ingressam, logo evadem ou reprovam não concluindo esta etapa básica de escolaridade. O que estão fazendo?
As instituições escolares estão chegando ao final do ano letivo por estes dias. Muita coisa boa aconteceu nos ambientes escolares neste ano. Todavia registro que as escolas precisam de maior atenção. Precisam de endosso e também do olhar crítico da sociedade. Já nas e para as escolas vale, de igual forma, uma sincera e corajosa reflexão sobre as efetivas “entregas” aos estudantes em 2019.
De toda forma, sem bandeira política e direto ao ponto, chego ao final de mais um ano letivo com questionamentos a respeito de questões centrais da educação básica no RS. Será que teremos condições de nos posicionarmos com indicadores de aprendizagem, ao menos, na média dos estados da Região Sul e Sudeste e não abaixo destes? Lembro que vivemos tempos em que professores precisam pagar juros de empréstimos bancários para receber seus salários. E assistimos a tudo isso anestesiados com o discurso de que a “falta de gente preparada para o mercado de trabalho é muito grande. ” Destino? Casualidade?
Nesse Natal meu pedido é que melhorem os indicadores da educação. Então Papai Noel: para além dos indicadores me permita também uma caixa cheia de esperança! A propósito Papai Noel: seja bacana e anuncie o maior e o melhor presente do Natal; o nascimento do menino Jesus!!!
Felicidades, bom Natal e maravilhoso 2020 para todos!

bravo