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“A música, como tudo, é política”

A ligação entre Yago Bernardo Becker, 23, e a música é curiosa. O lajeadense iniciou tocando na igreja, por volta dos 12 anos. Hoje, além de se apresentar em diversas casas da região, alia a música às aulas de história. Em seu repertório, aborda gêneros como o pop rock, reggae e samba rock

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“A música, como tudo, é política”
Lajeado

• Como foi o seu início na música?

Por mais curioso que pareça, comecei tocando na igreja. Comecei a tocar com 12 anos, já são onze anos ligado à música. Lá fiz amigos da música que me acompanham até hoje. Após isso, entrei em uma banda com amigos e permaneci até os estudos não me deixarem mais seguir.

• Quais as suas inspirações?

Uma grande pessoa a qual me inspiro é o músico e produtor Lucas Silveira, da banda Fresno, de Porto Alegre. Seu crescimento musical, ao longo dos anos, é gigantesco e deixa transpassar uma verdade que eu gosto de ouvir.

• O que a música representa para você?

A música é um reduto que sei que posso recorrer a qualquer instante. É um conforo, alivío, indignação e insatisfação, tudo ao mesmo tempo. É um canal de comunicação em que me expresso e posso ser inteiramente eu.

• Projetando a sua carreira, qual o seu grande sonho?

Grande parte dos músicos gostaria de tocar em grandes palcos ou grandes festivais. Não fujo disso. Mas se com minha música eu conseguir gerar emoção, seja qual for, acredito que cumpri meu papel.

• Qual a importância da música no âmbito social e cultural?

A música, como tudo, é política. Todas decisões que tomamos, tudo que falamos, está ligado à política. Falar de amor, solidão, felicidade e tristeza também é um ato político. Demonstra muito do que somos e acreditamos. Isso é cultura. Por isso que a possibilidade que ainda temos de nos expressar é tão importante. Abordar questões que são tabu dentro da sociedade faz parte, também, do papel do artista.

• Além de cantor você é professor de história. O que esse trabalho lhe proporcionou?

Tive ótimos professor ao londo ga minha trajetória acadêmica. Minha mãe foi um deles, inclusive. E quanto a isso, sou extremamente grato. A história me proporcionou uma visão de mundo que, depois de adquirida, me fez perceber que nossa existência é pautada em questionamentos, não em verdades. E é isso que tento passar para os estudantes.

bravo