opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Sem transmissão na reta final?

Por

Vale do Taquari
Pensar O Vale

O presidente da Câmara de Lajeado pretende suspender as filmagens das sessões plenárias a partir de julho. Lorival Silveira (PP) quer repetir a ação do ex-vereador, Heitor Hoppe, que presidiu o Legislativo em 2016, ano do último pleito municipal. E se por um lado essa medida busca restringir a visibilidade dos agentes políticos na véspera do pleito, a suspensão também pode configurar falta de transparência.

Hoje todas as sessões plenárias são transmitidas ao vivo na página oficial da Câmara no Facebook. Com isso, as manifestações e votações são devidamente registradas para análise dos eleitores. Essa ferramenta foi implantada em 2015, sob a presidência do vereador Carlos Ranzi (MDB), e hoje o serviço é realizado por meio de um contrato com a empresa multimídia DNA7.

A decisão de suspender temporariamente as transmissões ao vivo ainda não é definitiva. O debate sobre essa eventual mudança iniciou faz poucos dias nos gabinetes do Legislativo. E isso não é uma novidade na câmara lajeadense, eu reforço. Em abril de 2016, o então presidente Heitor Hoppe (então no PT) interrompeu as transmissões que na época eram veiculadas no canal 16 da NET (TV Câmara).

Em 11 de maio daquele mesmo ano, Hoppe voltou atrás da decisão e resolveu retomar as gravações dos pronunciamentos dos vereadores, contrariando o posicionamento de dois colegas petistas: Sérgio Kniphoff e Eloede Conzatti, que criticavam fortemente o contrato assinado na gestão de Carlos Ranzi.

Por fim, em julho daquele ano, Hoppe mudou novamente de ideia e suspendeu outra vez a filmagem e a transmissão na íntegra das sessões plenárias. Dessa vez, balizado por um parecer do então assessor jurídico da Câmara, João Davi Goergen. Segundo esse parecer, o aparecimento dos agentes públicos da “circunscrição do pleito” em cadeia de rádio e televisão durante período eleitoral deve ser vedado, pois fere a isonomia do processo eleitoral.

À época, três vereadores se posicionaram mais veemente contra a suspensão das transmissões ao vivo, e inclusive ameaçaram acionar o Ministério Público para retomar a transparência: Delmar Portz (PSDB), Ildo Salvi (REDE), e o atual presidente, Lorival Silveira.

Quatro anos depois, a batata-quente agora está nas mãos de Silveira. E a dúvida é: será que ele mantém a mesma opinião sobre as filmagens das sessões em ano eleitoral?


Corrida de “Carreteras”

Recebi a foto, mas sem maiores detalhes. A imagem mostra a largada de uma “Corrida de Carreteiras” na principal rua do centro de Encantado. Na esquina, a antiga concessionária Ford na cidade. Eventos como esse eram bastante comuns nas décadas de 50, 60 e 70 no Vale do Taquari, inclusive com corridas realizadas na rodovia federal, a BR-386.


Salário x Campanha

Nomes cotados para as eleições podem ficar de fora em função de problemas financeiros pessoais. São agentes públicos lotados em bons cargos comissionados – alguns deles como secretários, outros como assessores parlamentares –, e com valores de salários talvez nunca atingidos durante suas respectivas carreiras no setor privado. E como eles precisam deixar as repartições públicas com antecedência, a calculadora decidirá se eles concorrem ou não!


A Direita em Estrela

O PSL e o DEM estão muito próximos em Estrela. Diego de Castro lançou sua pré-candidatura a prefeito pelos Democratas nas redes sociais. Logo após, o presidente do PSL na cidade, Eduardo Wagner, pediu uma reunião com o diretório do DEM. Poucos sabem o que efetivamente foi tratado neste encontro. Mas uma coisa é certa: com a saída da família Bolsonaro, o PSL precisará de muita ajuda para figurar entre os grandes em outubro. Mesmo com toda a inexpressividade da Esquerda na cidade.


Turismo e asfalto

Eu não concordo com a ligação entre “turismo” e “asfalto”. Uma coisa necessariamente não precisa estar ligada com a outra. Mas eu compreendo a reivindicação dos moradores da localidade de Arroio Grande, em Arroio do Meio. A paciência com a falta de providências junto à VRS-482 já acabou faz décadas. Portanto, toda e qualquer reivindicação precisa ser levada a sério por lá!


Movimentação no interior

Em Travesseiro, o ex-secretário de Administração e Finanças, Pedro Finger (foto), que estava filiado no PSB, pode passar para o lado da Oposição, ingressando no MDB. O presidente da Câmara de Vereadores, Adriano Steffler, adota a mesma postura. Hoje está filiado no PSB, mas faz oposição ao prefeito. Na janela, ele deve se filiar com a oposição. Entre as possibilidades, PTB, MDB ou PP. Ou mesmo criar um novo partido – o que está na moda, diga-se passagem.


Dúvidas em Encantado

Na câmara de Encantado, os vereadores do MDB e PTB protocolaram em conjunto um pedido de informações. Eles querem cópias de todos os auxílios solicitados por empresas, acompanhados dos devidos protocolos, no período de 1º de janeiro de 2017 a 30 de janeiro de 2020. Também querem saber se todos os protocolos de pedidos de empresas são encaminhadas para a análise do conselho municipal de desenvolvimento, e solicitam cópias de todos esses eventuais pareceres. O que será que vem por aí?


Vai ou não vai?

Em Arroio do Meio, as especulações sobre renovação na Câmara de Vereadores persistem. Helena Matte (MDB) pode abrir espaço para o Secretário de Saúde Gustavo Zanotteli concorrer. Darci Hergessel (PDT) garante que não concorrerá à reeleição. E outro indeciso é Paulo Volk (MDB). Tudo deve ser decidido até o mês que vem!

bravo