Coronavírus

A rotina de quem não parou

Trabalhadores relatam preocupações com risco de contágio em atividades consideradas essenciais

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A rotina de quem não parou
Vale do Taquari
Pensar O Vale

Em meio à pandemia do coronavírus, decretos municipais e estaduais determinaram o fechamento de comércios e serviços no Vale do Taquari. Mercados, farmácias, postos de combustíveis, serviços de tele-entrega seguem as atividades para garantir a rotina daqueles que estão em quarentena.
A proprietária e atendente de um mercado no bairro Moinhos d’Água, Jaine Tainara Denes, 25, segue a rotina normal. “Nosso sentimento é de medo e de insegurança, a gente entende que presta um serviço essencial, mas temos contato com muitas pessoas durante o dia, e isso nos deixa preocupados”.

Entre as medidas adotadas para garantir a segurança da equipe, está o uso de máscaras e luvas pra evitar o contato direto. Após cada atendimento o balcão e a máquina de cartão são higienizados com álcool, relata Jaine.
Conforme ela, a movimentação diminuiu, porém ainda percebe que muitos clientes seguem com o comportamento normal. “Tem pessoas que ainda não levaram a sério. Quanto menos pessoas circularem, mais seguro fica para gente”, explica.

Delivery

Thiago Vedoy, realiza serviços de entrega em Lajeado. Conforme ele, os decretos não impactaram seu trabalho. “A única diferença perceptível para nossa categoria é que não há movimento na rua”, relata.
A empresa para qual Vedoy presta serviços oferece todos materiais de prevenção. “Neste período, aderimos ao uso de luvas, máscaras e álcool gel. Para nossa segurança e para a dos clientes. Tudo que encosto como máquinas de cartão e troco, é higienizado.”

Vedoy afirma não se importar em seguir com o trabalho normalmente. “Estou bem equipado com materiais de prevenção e acredito que estou contribuindo para a sociedade neste momento de crise na saúde”, finaliza.
Conforme o proprietário da Chef Leon pizzaria, Márcio Dal Cin, o decreto do município autoriza as empresas alimentícias seguirem com o atendimento. “Adaptamos e, agora, trabalhamos com equipe reduzida com o funcionário podendo optar em trabalhar ou não”, esclarece.
Até o momento, Dal Cin percebeu uma queda de 30 a 40% no número de pedidos, em comparação a semanas anteriores. “Nossa decisão em seguir trabalhando não visa o lucro, mas entendemos que podemos prestar um serviço de relevância auxiliando a manter as pessoas em casa”, classifica Dal Cin.

Postos de combustíveis

Ana Terra Gomes de Abreu, 27, trabalha como atendente em um posto de combustíveis de Lajeado. Ela relata que estabelecimento forneceu todos os materiais de prevenção necessários para seguir com o atendimento.
Ela considera seu trabalho é essencial para todos seguirem com a vida. “Enquanto eu tiver saúde e puder vir trabalhar, vou continuar”, relata.
Ana acredita que as pessoas ainda não dão a devida importância a doença. “Vejo ainda muitas pessoas que não precisariam estar na rua, caminhando como se fosse dia normal. Aqui, sempre oriento a higienização.”
Para ela, a ideia de quarentena é diminuir a circulação de pessoas na rua. “Se as pessoas têm a possibilidade de não trabalhar, elas devem ficar em suas casas”, afirma.

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