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Agricultores aderem ao sistema delivery

Clientes fazem pedidos por site, aplicativos ou telefone. Produtores entregam alimentos direto na casa

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Agricultores aderem ao sistema delivery
Vale do Taquari

Rosemeri Ruppenthal, de Lajeado, recebe os hortigranjeiros consumidos no dia a dia diretamente em casa. Isso já faz dois anos. A escolha é feita a partir da tela do computador ou do celular. Em menos de 30 horas, o pedido é entregue. “Gasto por semana em média R$ 200. Sou defensora dos orgânicos, pois são mais saudáveis. Em época de pandemia, é uma forma interessante de evitar sair de casa e manter o consumo de frutas e verduras”, observa.

Com a maior parte das pessoas nas suas residências, a entrega de hortigranjeiros pelo sistema Delivery registra aumento no número de clientes. A família Purper de São Bento, em Lajeado adotou o modelo ainda em 2015. “Na época entregava apenas dois pedidos por semana”, recorda Mailor, terceira geração da família a se dedicar a produção de alimentos.

Antes da pandemia do coronavírus, a média de pedidos atendidos por semana era de 20. “Nas últimas semanas aumentou em 500%. Tivemos que tirar o site do ar, pois não conseguiríamos atender a demanda. Passei dois dias entregando as encomendas feitas no sábado e domingo”, revela.

A venda é feita somente pelo site. O cliente escolhe as variedades, paga de forma on-line e recebe o pedido direto em casa. “Todos os alimentos, caixas e carro usado para o transporte é higienizado”, ressalta. O valor mínimo de compra é de R$ 50, com frete grátis para Lajeado, com prazo máximo de 30 horas para efetuar a entrega.

Entre as vantagens cita a possibilidade de receber produtos frescos, selecionados e de alta qualidade sem sair para a rua. “O delivery ajuda a manter nossa renda e leva mais saúde a quem fica isolado”.

Novos clientes

Para manter as vendas de hortigranjeiros, a família Seidel e Scheibler, de Lajeado, decidiu inovar. Com menos pessoas na feira do produtor e na fruteira, surgiu a ideia de aceitar encomendas pelo aplicativo WhatsApp.

Conforme Debora Magali Seidel, a proposta já vinha sendo considerada como estratégia de negócio e acabou acelerada em razão do atual cenário. “Temos mais de 80 opções de produtos. Não cobramos frete nem exigimos valor mínimo de compra. É uma forma de atender nossos clientes, conquistar novos e evitar que o vírus de espalhe”, afirma.

Tendência

Conforme o gerente regional da Emater/RS-Ascar, de Lajeado, Marcelo Brandoli, o E-commerce virou uma tendência, pois ajuda a proteger os consumidores que estão isolados. “Este modelo traz comodidade e garante acesso à produtos frescos, necessários na dieta, principalmente quem faz parte do grupo de risco, como idosos”, explica.

Embora a modalidade tenha registrado aumento devido à pandemia, o crescimento é notório e existem iniciativas na região que se associam à personalização da demanda e pela busca por produtos diferenciados. “Cliente apoiado na crise, tende a constituir relação de fidelização”, finaliza.

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